outubro 30, 2015

Criar Valor:

Professor de Harvard manipulou dívida portuguesa para ganhar 800 mil euros

Um economista canadiano, doutorado pela Universidade de Harvard e autor influente de um blogue associado ao jornal "The New York Times", acaba de ser acusado de um crime de manipulação de mercado sobre títulos da dívida soberana portuguesa.

"Trata-se de uma acusação por crime com contornos inéditos", diz a Procuradoria Distrital de Lisboa (PGDL).

O alegado crime foi cometido em abril de 2010, através de vários artigos de opinião assinados pelo arguido, Peter Boone, nos blogues "The Baseline Scenario" e "Economix" (associado ao referido jornal norte-americano). Num momento de elevada instabilidade nos mercados financeiros, em que a Grécia acabava de recorrer à "ajuda" do FMI, Peter Boone arrasava a situação de Portugal, em artigos cujo impacto internacional obrigou o então ministro das Finanças a comentá-los, mas omitia o seu interesse pessoal na desvalorização da dívida portuguesa.

Ora, a partir de 15 de abril, data da publicação de um artigo no blogue associado ao "The New York Times" que apresentava Portugal como "o próximo problema global", a Moore UK começa a reverter a sua posição, alienando títulos da dívida alemã (que tinham começado a valorizar) e adquirindo obrigações do tesouro emitidas pela República Portuguesa (que tinham desvalorizado), a preços inferiores ao da venda inicial. Segundo o DIAP, tais operações tinham apenas um mero propósito da especulação, não havendo intenção da Salute e da Moore de manter as obrigações portuguesas em carteira.
O crime de manipulação de mercado - cometido por quem divulgue informações falsas, incompletas, exageradas ou tendenciosas, realize operações de natureza fictícia ou execute outras práticas fraudulentas que sejam idóneas para alterar artificialmente o regular funcionamento do mercado de valores mobiliários ou de outros instrumentos financeiros - é punido com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa.

outubro 29, 2015

Microsoft

Surface Book


Foi no início deste mês que a Microsoft,de forma inesperada, apresentou ao mundo o seu mais recente gadget, um computador portátil muito poderoso.
O lançamento do Surface Book lançou uma onde de comentários em toda a imprensa da especialidade, não fosse o facto de a Microsoft ter site na sua apresentação que o mesmo era mais eficiente que o seu concorrente da Apple.
om as máquinas em mãos, a tal imprensa especializada começou a fazer os primeiros testes de benchmarks. Foi isso mesmo que fez o pessoal da PC World. Num longo teste à performance das duas máquinas (ver imagens em baixo), o MacBook Pro da Apple ganhou apenas num, dando como adquirida a supremacia do gadget da Microsoft.

Imagens dos testes de benchmarks feitos pelo pessoal da PC World.

outubro 27, 2015

Onde está o Governo que ia ser reduzido

O novo executivo de Passos tem duas novas pastas, a Cultura e a Modernização Administrativa.


O novo governo de Pedro Passos Coelho é fortemente partidarizado e assenta numa perspetiva de continuidade, com nove ministros a transitarem do anterior executivo e oito novos ministros, dos quais três já estavam no governo como secretários de Estado. Ou seja: em 17 ministros só há cinco novatos no Executivo.
O "cartão de militante" pesou. Recorrendo à prata da casa, Passos Coelho escolheu nomes que são militantes, dirigentes ou muito próximos de PSD e CDS. Mesmo entre os independentes (como Rui Medeiros e Margarida Mano) é possível encontrar esses laços: a professora universitária, por exemplo, é independente foi cabeça de lista pela coligação em Coimbra nas legislativas.

Os ministros do CDS também continuam os mesmos e nas mesmas pastas, à exceção da já mais que anunciada saída de António Pires de Lima da Economia. Pedro Mota Soares mantém-se na Segurança Social e Assunção Cristas na Agricultura. Na Economia sai CDS, entra CDS: Miguel Morais Leitão é o novo ministro.

outubro 24, 2015

Ainda com a intervenção de Cavaco Silva a ecoar aos ouvidos de todos os presentes, António Costa saudou a conquista:

O contexto político em que se inicia esta legislatura não escapou, naturalmente, a Ferro Rodrigues, que advertiu que “a história de compromissos e convergências” destes 40 anos “tem forçosamente de se repetir neste tempo novo em que nenhuma força teve maioria absoluta”. E neste quadro “a responsabilidade de todos os grupos parlamentares é acrescida”. O novo presidente da Assembleia da República recua a ideia (que se presume subentender das palavras de Cavaco) de que há forças políticas dispensáveis: “Assim como não há deputados de primeira e segunda, também não há grupos parlamentares de primeira e de segunda, coligações aceitáveis e outras banidas”. E concluiu “a democracia não se faz sem democratas”.