janeiro 08, 2013

Guardas prisionais rejeitam acusações de torturas

O presidente do Sindicato dos Guardas Prisionais, Jorge Alves, contesta que existam torturas e “violações dos direitos humanos” nas prisões portuguesas, como afirmam alguns movimentos sociais que estão concentrados desde as 11:00 horas junto ao Estabelecimento Prisional de Lisboa.


“Como é que é possível haver mais abusos nas prisões se há cada vez menos guardas prisionais?”, questionou Jorge Alves, salientando existirem “13.700 reclusos para 4.100 elementos da guarda espalhados por 49 estabelecimentos prisionais”.
O presidente do sindicato disse também que gostaria que a Direcção-Geral das Prisões permitisse uma maior abertura nos Estabelecimentos Prisionais para estas associações verem em que condições é que se trabalha de forma a desmistificar a ideia de que o guarda prisional agride, tortura e maltrata os reclusos.
Jorge Alves salientou que o problema é que existem cada vez mais grupos organizados de reclusos e cada vez menos guardas e garantiu que estes só usam a força de forma preventiva, para travar agressões entre reclusos.
O sindicalista disse ainda que em termos de saúde as coisas mudaram muito tendo algumas cadeias excelentes condições sanitárias e tratamentos de ambulatório. Já em relação à comida, Jorge Alves admite alguns problemas, nomeadamente na repetição das refeições.

Familiares de reclusos e movimentos sociais marcaram para esta manhã uma concentração junto ao Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) para denunciar a prática de torturas e “violação dos direitos humanos” nas prisões.
A concentração é promovida pela Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED), pelo Grupo de Intervenção nas Prisões e pela Associação Portuguesa para a Prevenção da Tortura.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional disse que a violência nos Estabelecimentos Prisionais tem diminuído nos últimos anos e lamentou que a ACED veja o problema só pelo lado do recluso e que não denuncie situações como agressões entre reclusos.