Mordomo de bento XVI diz que por detrás do roubo de documentos há uma rede de funcionários da Cúria.
Paolo Gabriele, o mordomo do Papa detido em Maio e acusado de furto agravado de documentos, revelou num programa de televisão Italiano que existem "pelo menos 20 pessoas" envolvidas no Vatileaks o escândalo do roubo e divulgação de documentos secretos do Vaticano.
Numa entrevista ao jornalista Gianluigi Nuzzi, que nos últimos meses tem revelado os documentos na imprensa e até já escreveu um livro sobre o caso, o mordomo confessou como desviou e fotocopiou papéis secretos, enviando-os depois a Nazzi.
Sempre com a convicção garantiu, de estar a prestar um serviço ao Papa.
Gabriele contou também que colaborou com uma rede que envolvia pelo menos outras 20 pessoas.
Que como eu, querem contribuir para a transparência, justificou o funcionário de Bento XVI.
O grupo acredita que, trazendo os documentos para os média, está a derrubar o "tradicional muro de secretismo " do Vaticano e a ajudar a Igreja a regressar aos valores correctos.
Um choque mediático poderia contribuir para que a Igreja voltasse ao caminho certo, disse o mordomo, acrescentando "o Papa quer limpar o Vaticano, mas está a encontrar muitas dificuldades.
Dentro da Santa Fé, explicou Gabriele, estará a haver uma guerra pelo poder sem precedentes entre uma ala mais liberal e outra mais conservadora e avessa a um conjunto de reformas.
O mordomo garantiu nunca ter recebido dinheiro ou outros benefícios em troca da fuga de documentos e revelou que no Vaticano todos os funcionários têm medo de falar.
O nosso Estado é um lugar onde se consegue entrar, matar e sair sem ninguém dê conta e, 24 horas depois, ninguém sabe dizer o que aconteceu.
As declarações do mordomo, detido depois de a policia ter encontrado no seu apartamento documentos privados de Bento XVI, vem deitar por terra a imagem que a Santa Fé tem tentado transmitir à opinião publica desde o começo do escândalo.
O Vatileaks está controlado e já foram encontrados os dois unicos culpados.
Entertanto, o vice-director da sala de imprensa do Vaticano, o padre Ciro Benedettini, já veio garantir que a noticia do envolvimento das 20 pessoas no escandalo "não tem qualquer fundamento".
.jpg)
.jpg)