janeiro 02, 2012

O que esperar de 2012

Sou, a favor de uma economia de mercado.
Desde que seja regulamentada com princípios éticos e não dê lugar a uma economia virtual, facilitada pelos (paraísos fiscais) e pelas grandes negociatas, promovidas por políticos e tecnocratas corruptos.
Numa só frase: sou pela economia de mercado, mas não por sociedades de mercado.
Não aceito que os mercados especulativos possam dominar e destruir os Estados, como tem vindo a ocorrer na união Europeia.
Pelo contrario: penso que os estados soberanos devem regulamentar os mercados e metê-los na Ordem.
Sou a cima de tudo pela liberdade e pelos Direitos Humanos, numa palavra por Estados de Direito, regulados pelas Constituições, como leis fundamentais, tendo como principais objectivos a (paz, a justiça social, o bem-estar dos cidadãos e a luta contra as desigualdades), pela realização de conquistas sociais, como as pensões para os reformados e os idosos, os serviços nacionais de saúde, tendencialmente gratuitos, e a educação facilitada para os que querem estudar e não têm recursos.
Acredito no pluralismo politico, não há democracia sem partidos, nem liberdade e independência da imprensa, no dialogo social entre sindicatos e associações patronais e em Estados sem gorduras, como se diz agora, mas com as responsabilidades que lhes incumbem e o poder democrático que a Constituição lhes atribui.
Vem isto a propósito do problema das chamadas privatizações que o actual Governo entende dever fazer, pela sua simples vontade politica e ideológica sem qualquer discussão aprofundada e transparente, no parlamento ou na comunicação social, e num momento de crise aguda para o país.
Porquê? porque a troika manda?
Ou porque precisa de dinheiro e o vai gastar?
Nesse caso, onde e porquê?


Vender o património mais importante ao estratégico do nosso País é algo de muito grave, e se corre mal, como julgo, imperdoável.


 
    Oiçam ao menos a vontade popular.